Eu Quero Doar

A juventude chamada ao amor

Relacionamentos    |     Thyessa Alves     |     20/01/2017

 

Sempre que falamos dessa pequena palavra “amor” já sentimos um alerta na mente, seja um “pare, cuidado” ou “que lindo”. Podemos refletir das mais variadas reações, cheias de significados e necessidades, mas se realmente paramos para refletir antes de sentir, para que amar? Afinal, hoje tudo é mais fácil; se quisermos um relacionamento para diversão, podemos sair e encontraremos em uma noitada, caso o desejo seja alguém para conversar e te dar carinho, mas sem cobranças, é só manter por perto aquela pessoa que se mostra disponível pela carência, até mesmo se quisermos manter companheiros para uma vida sexual ativa, também está ao fácil alcance; porque todas essas opções estão recheadas de prazer e poucos são os que as negam.

Porém, em profundidade, qual sentido das relações?

Um chamado, essa é a melhor resposta.

Aos chamados, deixo um fato de vida. Estava um dia conversando com minha matriarca avó e ela relatava sobre o seu casamento, depois dos 65 anos que estava junto ao meu avô, já na idade avançada dos dois, minha avó contava que sentia muita saudade do homem que ele sempre se mostrou para ela – meu avô nessa fase, estava acamado já por uma doença que o tinha deixado debilitado e não podia se ausentar da cama hospitalar – no contar de histórias da vovó, ela olhou para dentro do quarto dele e apenas me falou: “Filha, sabe o que sinto mais  falta do seu avô? Quando todos os dias vou me deitar e não sinto o calor dele ao meu lado... Depois de tantos anos juntos, a respiração dele, o calor, a companhia dele todos os dias ao dormir, sempre me dava segurança e sentia de perto o sentido da minha vida, é ele.”

Em toda profundidade da conversa, não consegui conter a emoção por assistir, o que é verdadeiramente, um ser humano chamado, convocado, a AMAR. E como é belo contemplar essa vocação, face a face, assim como um dia estaremos olhando a face de Deus, seguirmos o som do amor. O testemunho da minha senhora fez-me lembrar de uma mensagem dita por São Felipe Neri, diante de Jesus Sacramentado, grande santo sonhador com o céu: “Eis aqui o meu amor, eis aqui o objeto do meu amor por toda a eternidade”. Nós jovens, que sempre objetivamos nossos planos, as pessoas, os sentidos, podemos nos encontrar com um objeto perfeito ao amor: imagem de Cristo.

Podemos e devemos perder essa visão turva de que o amor é um grande espetáculo, deve acontecer nas maiores declarações, com chuvas de rosas todos os dias, todas as possíveis visões, os mais belos feitos, nada disso: amar significa olhar face a face o outro, admirar, sentir a falta da brisa que se tem ao acompanhar aquele por quem se decide. O chamado da juventude ao amor é mais profundo, temos em cada minuto, uma chance de nos lançarmos ao mundo, porém, esse mundo, não satisfaz a eternidade. O amor simples, despretensioso e aberto, é verdadeira imagem de Jesus.

Sejamos jovens de mais “irei viver essa história com você” e menos “vamos ver o que vai dar”, mais “estou com você” e menos “nos vemos por aí”. A vocação é um chamado íntimo, para que depois dos seus 60 anos dividindo o mesmo amor diário, você possa no íntimo do coração contemplar o pedaço do céu todos os dias. Amar é ser jovem ousado e simples, sem correr o mundo para que dê certo, mas esperando com confiança e ternura a decisão de amar servindo à sua própria vida, jovens sedentos por amar, como a Dona Francisca e o Sr Leônidas que hoje se amam no céu.

 

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