Eu Quero Doar

O que você quer ser quando crescer?

Por: Ir. Thiago Rincon, nLC

 

Quando criança me perguntavam o que eu queria ser quando crescer. Já pensei em ser médico, engenheiro, professor, em ter uma família, em ajudar as pessoas, ganhar um prêmio Nobel, fazer algo de muito importante, ficar rico, dar à volta ao mundo, ser famoso. Mas o que eu queria de verdade, era ser feliz e, por incrível que pareça, as pessoas mais felizes que eu já conheci estavam atrás de grades num convento: eram monjas carmelitas. Elas não se graduaram em nenhuma faculdade, não tiveram filhos, não ganharam prêmios, não viajaram pelo mundo, eram pobres e não foram famosas. Por que será que elas eram tão felizes? Acredito que porque estavam fazendo aquilo que Deus sonhou para elas. Ele tem um projeto de vida para cada um de nós e o segredo da felicidade está em seguir esse caminho.

No ano passado, tivemos férias em Itajubá, Minas. Foi uma maravilha! Durante 15 dias trocamos as aulas por passeios em cachoeiras e paisagens muito bonitas. Mas as férias terminaram e voltamos à rotina normal. Por melhores que sejam os momentos, eles passam e no final experimentamos um vazio interior. Se as nossas realizações, por melhores que sejam, ainda deixam essa sensação, então o que poderia dar sentido à vida?

O papa Bento XVI, na encíclica Spe Salvi diz que “Quando alguém experimenta na sua vida um grande amor, conhece um momento de redenção que dá um sentido novo à sua vida. Mas rapidamente se dará conta também de que o amor que lhe foi dado não resolve, por si só, o problema da sua vida. É um amor que permanece frágil. Pode ser destruído pela morte. O ser humano necessita do amor incondicional”. Portanto, para dar pleno sentido à nossa vida, precisamos de amor e de um amor que não termina nunca, precisamos da experiência do amor de Cristo.

Outro aspecto essencial nessa busca de plenitude está representado no filme “A procura da felicidade”. Ele é baseado numa história real e narra o percurso de um homem para conseguir um bom emprego. Pode parecer que o seu objetivo é apenas realizar o sonho de conseguir um trabalho, mas vendo em outra perspectiva, a motivação de todo o seu esforço e sacrifício é o amor pelo filho e a busca de um futuro melhor para ele. A felicidade encontrada no final da história não é o emprego em si, mas o bem para o outro, pois o serviço ao próximo é fundamental para dar sentido à vida.

Tanto a experiência do amor de Cristo como o serviço aos demais fazem parte desse sonho que Deus tem para a nossa vida e cabe a nós descobri-lo. Não se trata de uma escolha, mas de uma resposta. É como se chegássemos em uma padaria e tivessem vários tipos de bolos à disposição: bolo de fubá, bolo de laranja com glacê, bolo prestígio, etc. De repente, o dono da padaria aparece com um bolo na mão e diz: “Esse eu fiz especialmente para você”. Uma vez me disseram que não existe vocação melhor ou pior, mas que existe a melhor vocação para mim. Portanto, o que realmente deveríamos nos perguntar é “o que Ele quer que eu seja quando crescer?”.

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